terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

MAPUTO VERSUS LOURENÇO MARQUES

Município de Maputo, anuncia o regresso da Metrópole

Comiche reconhece ter sido um erro libertar-se do colono e se for a fazer uso racional da cabeça, talvez ainda, no exercício do seu mandato propõe a assembleia municipal a erradicação do nome Maputo pelo Lourenço Marques, acto semelhante ao que tem vindo a culminar com a mudança do nome das avenidas e ruas da artéria, havendo caso de avenidas que já passaram por três ou mais nomes, tendo em atenção que primeiro foi o governo da republica a lutar contra a história, erradicando vestígios do colono, talvez justificação plausível para a não construção de novas rodovias, pois primeiro acabar com aqueles nomes expressivos do colonialismo – era o lema.

Sem vergonha ou com medo da reacção dos populares que tem demonstrado ter outros meios de luta, democráticos, pelos seus direitos, quando omitidos ou simplesmente violados por quem é incumbido o direito e a obrigação de garanti-los e numa altura em que os populares, se mostram cheios de força para, finalmente, pô-los em exercício constante ou porque não perguntar, será que o colono condenou o avançado estado de deterioração que caracteriza o município herdado do colono, com os edifícios sem cor, as estradas esburacadas e sem sinalização adequada, montes de lixo por recolher e o sistema de saneamento básico por alterar dado o surgimento nas artérias de grandes urbanizações de lata, anteriormente não previstas pelo colono aquando da construção de Lourenço Marques.

Segundo, Comiche “ A proliferação de montes de lixo, particularmente nos mercados e mesmo nas zonas residenciais tem os dias contados nas diversas zonas do Município de Maputo - Trata-se da empresa portuguesa EGF, uma empresa sob-holding do grupo águas de Portugal, para o negocio de resíduos sólidos (http://www.markelink.com/directorios/Amb2007/egf-qq.htm) que irá executar o trabalho de recolha e tratamento dos resíduos. Será desta que voltaremos a ver a limpeza e lavagens das vias públicas? Ou continuaremos com o sistema de limpeza e lavagem da via publica natural (vento e chuva).

O que quer dizer que o governo municipal não tem capacidades para por a empresa municipal herdada do colono em pleno funcionamento, a DSU – DIRECÇÃO DE SALUBRIDADE URBANA, e também não conseguiu criar solução dentro do país, recorrendo a metrópole, o que será bastante custoso aos munícipes e a republica, de salientar que 60% do orçamento geral do estado, vem de fora e que a divida pública é sempre crescente. Será que no país não existe capacidade para satisfazer as necessidades básicas do país, de recordar que Eneias Comiche é um economista. E não foi capaz de ver a vantagem que adviria por apenas privatizar a gestão da empresa municipal responsável pela recolha e tratamento dos resíduos sólidos no município, tornando a DSU numa empresa municipal. Ou é mais um tacho para multiplicar fortunas da nova burguesia (?)

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