sábado, 19 de julho de 2008

Presidência aberta, afinal para que serve(?)

Guebuza aproveitou apenas para tornar-se mais popular e mais distante da realidade do povo.

Depois de por sucessivas vezes o presidente da Republica ter desencadeado pelo país, de Maputo ao Rovuma, a turística viagem, com designação presidência aberta, nada mudou por onde o Presidente da republica passou e deixou promessas depois de ouvir pesadas lamentações da população e pedidos para que haja melhorias nas suas, miseráveis condições de vida. Facto que levou o povo a pensar ter sensibilizado o chefe de estado, acerca do pesadelo que os tirou um futuro digno para seres como o povo que também é humano mas com horizontes fechados pela força da má governação. Guebuza teve oportunidade de ver com seus próprios olhos o sofrimento a que o povo está sujeito.

Os mesmos problemas continuam, a fome, o desemprego, a falta de condições mínimas de saneamento básico, falta de água potável, falta de energia, falta de meios de comunicação, falta de escolas, corrupção e abuso de poder pela administração local e policia da republica, com agravamentos dia pós dia, ainda continuam sendo os sinais caracterizadores dos diversos distritos e localidades do país.

Será que o início das mudanças virá no período da campanha eleitoral? Ou só foi mais um aumento da despesa pública grátis.

domingo, 29 de junho de 2008

OJM NO PODER MUDA PARA OTM

As recentes declarações do General Hama Thai ao semanário independente. Os jovens “…não se preocupam com a edificação de uma nação unida e desenvolvida ...preocupam-se mais com bebedeiras …”


Levam a pensar, profundamente nos jovens com os quais supostamente convive, sendo que em termos genéricos acredito seja a juventude partidária, o que levou-me a uma analise não comportamental dos jovens, pois o General já concluiu na sua analise e desabafou, facto que ninguém tem coragem para confrontar, com um desmentido por transparecer uma realidade fáctica e já dizem os sábios:

  • “Contra factos não há argumentos”
  • “Factos, são factos e por si só, … falam”

Mas tomando apenas a denominação usada pela agremiação juvenil afecta ao partido FRELIMO, que usa de uma sigla em nada identificável com o partido, contrariamente ao feito pelas juventudes, regra geral, partidárias além fronteiras.

  • ZANU-PF Youth League, Zimbábue (juventude do Zanu-PF)
  • SWAPO Youth League, Namíbia (juventude do SWAPO)
  • Juventude do PAICV (Cabo Verde)
  • Umoja Wa Vijana, Tanzânia (juventude do Chama Cha Mapinduzi)
  • United National Independent Party Youth League, Zâmbia (juventude do United National Independence Party)

O que talvez levou o General Hama Thai, minimizando sua linha de pensamento, a pensar que tais jovens talvez até mudassem o nome do partido para OTM (organização do trabalhadores moçambicanos), porque não? Se enquanto portadores de suas faculdades mentais e dotados de rico saber, fazem uso de uma denominação, genérica que a prior leva a concluir não ser seguidora de ideologia politico - partidária e ser substancialmente autónoma, seguidora de fins próprios e em beneficio da juventude moçambicana no seu todo sem distinção de cor partidária ou ideologia partidária ou seja ser uma organização de massas no seio da sociedade civil moçambicana.

A verdade meus caros, o termo (organização da juventude moçambicana) OJM, hoje induz, consciente e intencionalmente, em erro a qualquer individuo sobre a identificação, a natureza, bem como a actividade, da mesma, pois sugere fim diferente do que constitui o seu objecto político/social. A prior, não sugere ser seguidora de uma ideologia político partidária, nem mesmo afecta a um partido o que a torna, bastante incompatível com o respeito pela liberdade de opção politica e ideológica, no seio da juventude moçambicana.

A OJM, Induz em erro quanto a caracterização jurídica da pessoa em causa, pois trata-se de uma pessoa com vínculos partidários fortes, não goza de nenhum tipo de autonomia é fortemente dependente da mãe FRELIMO e rege-se pela lei de partidos.

Desrespeita e apropria-se ilegitimamente do símbolo nacional que constitui a originaria OJM, instituição cujo nome e significado é digno de salvaguardar quer por razões, histórico-culturais, patrióticas, culturais ou mesmo institucionais. Pelo que porque não agradecer ao General Hama Thay por abrir o olho a nação? Obrigado General

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O PAÍS E AS CONVICÇÕES DE UM GENERAL

os jovens podem vender o país - General Hama Thai em entrevista ao "Magazine independente"


General Hama Thay, confirmou que o seu lugar não é no domínio da politica ou então saiu em defesa do sistema politico/partidário vigente num gesto de pura ignorância, pois pelo que temos vindo a assistir na nossa pátria libertada, contrariamente aos ditames constitucionais, os nossos políticos a começar pelo próprio chefe do estado, são os nossos maiores empresários e os políticos - empresários não são, larga maioria, jovens e são todos altas figuras do partido, tirando seus descendentes quer na linha recta quer colaterais que vão-se afirmando a custa e em defesa de interesses dos mais velhos.

Senhor general, são esses mesmos adultos libertadores, a que lhes fora incumbida a tarefa de acabar com a miséria e fome no seio dos libertados que pelo contrario, entregam as terras aráveis do país aos ocidentais para a cultura de matéria prima para a produção de biocombustíveis - o povo a morrer de fome – enchem seus bolsos a custa do povo.

Pelo que a estratégia desenhada e executada pelo general mostra-se bastante errónea, facto para dizer o General perdeu a Guerra e devia ter poupado as munições, pois já partira derrotado ao apelar ao povo, que um dia democraticamente confiou os destinos da pátria libertada a senhores que pensam como vossa excelência, acreditam que os reformadores da pátria (jovens) os conhecedores das necessidades do povo e mecanismos práticos de satisfação das mesmas sejam irresponsáveis, não confunda do mesmo modo que existem guerreiros e guerrilheiros, há jovens e jovens ao que me leva a pensar que o senhor general, refere-se a OJM, mas será mesmo que andam eles preocupados com aspectos secundários da vida? tenho serias duvidas.

Senhor General, 33 anos de liberdade, 33 anos no poder - qual o programa dos libertadores para os libertados e não meros slogans como, também derrotados:

1990 década da vitoria …

... futuro melhor …

Fim do espírito deixa andar …

Na saúde, na educação, economia, defesa e segurança, nos transportes, na habitação e obras públicas? Regredimos senhor general, antes da libertação estávamos melhor embora com direitos limitados.

Hoje, senhor General as latrinas do libertados, já não cheiram… porque as mesas estão vazias, não há alimentos.

domingo, 22 de junho de 2008

DIREITA EUROPEIA APROVA DIRECTIVA DE RETORNO

Deputado pela diaspora, continua cego, surdo e mudo

Deputado Moçambicano pela diaspora, continua no silêncio depois da direita europeia ter aprovado a famosa “directiva de retorno” a entrar em vigor em 2010 e que vem harmonizar a nivel da comunidade europeia, as regras para a detenção, repatriamento de imigrantes ilegais e a consequente, exclusão do espaço europeu por um periodo que pode chegar aos cinco anos.

De realçar que, a directiva de retorno, não poupa nem mesmo aos menores, pois também preve a sua expulsão, quando não acompanhados, numa clara violação da dignidade e direitos da criança.

No nosso país, sabe-se, existirem cidadãos europeus ilegais, não será caso para aplicação do princípio da reciprocidade, embora nunca tenha sido aplicado pelo governo moçambicano nas suas relações com países terceiros ?
Mozvoz, conta com pronunciamento do senhor deputado moçambicano, Raimundo Mapanzeni, pela diaspora.

sábado, 31 de maio de 2008

carta dos

Direitos das Crianças a Brincar
Eduardo Sá in Porto editora

1.As crianças têm direito a brincar todos os dias.

Na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr «brincar» a rimar «aprender»). Em casa e ao ar livre - no quarto como num parque – sob o olhar, discreto, dos seus pais.
Brincar só ao fim – de - semana: é pôr uma agenda no lugar do coração.

2.As crianças têm direito a exigir o brincar como o principal de todos os deveres.

As crianças têm o direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas.
A fórmula «primeiro, fazes os deveres, e depois brincas», tão do agrado dos pais, é proibida!
Só depois do brincar vem o trabalho.

3.As crianças têm o direito a unir brincar com aprender.

Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento.
Liga o que se sente com aquilo que se aprende.
Quem não brinca, falseia, ou finge.
Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!

4.As crianças têm o direito a não saber brincar.

Brincar é uma sabedoria que nunca se detém:
Inventa-se, descobre-se, deslinda-se, ou desvenda-se. Brincar é confiar:
No desconhecido, no que se brinca e com quem se brinca.
Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.

5.As crianças têm o direito a descobrir que os melhores brinquedos são os pais.

Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar.
Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos e com o que entendam, por mais que não sejam objectos convencionados para brincar.
Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos a mais brinca-se de menos.

6.As crianças têm direito a desarrumar todos os brinquedos

(e a arruma-los, de seguida, com um toque… pessoal).
Tem direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, os mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar.
Não há, por isso, brinquedos maus!
A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.

7.As crianças têm direito a brincar para sempre.

A infância nunca morre: apenas adormece.
E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar, não perceberá, jamais,
Que não há crianças se não houver brincar.

Eduardo Sá in Porto Editora

quinta-feira, 15 de maio de 2008

KHADAFI O NOVO PANAFICANISTA REVOLUCIONÁRIO OU REACIONÁRIO ?

Khadafi, líder Líbio, ao apelar a edificação dos Estados Unidos de África, com vista a fazer face novamente às intenções colonialistas das forças externas e evitar o crescente atraso, que se mostra generalizado, em África, chamando atenção do povo, a necessidade de mobilizar os trabalhadores africanos para exercer uma pressão sobre os dirigentes do continente a fim de os levar a executar a vontade do povo na construção dos Estados Unidos de África, “a verdadeira unidade africana”.

Reconhece, Khadafi, que a batalha é dura entre as nossas aspirações e a esperança dos povos Africanos desejosos de ser fortes, livres, unificados e entre os factores de confronto e de desafios internos e externos que não querem que se alcance este objectivo - edificar um Governo Federal Africano que levará à unificação dos sectores da indústria, da agricultura, da saúde, do ensino e de todas as potencialidades e riquezas africanas pilhadas.

Numa altura em que a economia mundial, caracteriza-se por sinais que evidenciam a necessidade dos países africanos, tipicamente produtores de matéria prima barata para o ocidente se auto-afirmarem no seu todo, conjugando esforços para a sua auto determinação e sustentabilidade, porque afinal África é repleta de recursos quer alimentares quer energéticos suficientes para alimentar as suas necessidades e tornar-se sobretudo, o sustentáculo dos países ricos bem como dos de desenvolvimento médio, acto que o havia de os livrar da forte, embora desnecessária dependência dos organismos e instituições internacionais (grandes lobbies ocidentais) que aproveitando-se quer do fraco investimento na educação, que se verifica na maior parte dos países africanos bem como aliada a ignorância dos seus lideres e forte ambição para, sem esforço, se tornarem em grandes senhores do capitalismo, sujeitando os países e o continente a uma forte exposição que a titulo de ajuda (crescimento da divida publica) mas com fortes indícios para um recuo na história de África, mais concretamente dos países com governos com menores capacidades administrativas e de governação dos seus espaços e recursos, mantendo as suas economias e capacidades produtivas muito abaixo da realidade das mesmas – dão lugar a uma gradual sujeição a um processo de (re)colonização dos mesmos, pelos outrora espoliadores a titulo de civilizadores e estes lideres corrompidos pelo tempo e suas necessidades próprias, não reflectem no porquê das guerras contra o colonialismo – tornando os libertadores dos povos africanos nuns simples terroristas.

De realçar que volvidos anos de colonização e forte exploração e desrespeito pelos ascendentes dos povos africanos e sem um pedido de desculpas formal e indemnização como forma de reconhecimento pela pilhagem feita aos povos africanos e seus países - desrespeito pelos direitos destes povos, facto que acontecera até, mesmo após a publicização quer da carta universal dos direitos do homem quer da convenção europeia dos direitos do homem – o povo africano continuo objecto do homem espoliador e hoje ainda há chefes de estado e de governo que afirmam tenazmente e sem vergonha a vontade de concretizar a indemnização as instituições destes estados espoliadores que conscientes dos seus actos humilharam durante séculos os povos africanos, mas que não reconhecem ter sido um erro brutal e que careça no mínimo de um pedido de desculpas formal ao povo, facto que a acontecer será apenas mais uma pilhagem, desta vez consentida, ao povo.

Se o povo pudesse ser auscultado (referendo) o povo não seria, mais uma vez pilhado!

domingo, 11 de maio de 2008

BASTANTE LAMENTÁVEL A POSIÇÃO DA POCURADORIA DA REPÚBLICA

Ouvidos os jornalistas, que demonstraram pelas suas capacidades no exercício da sua profissão, alias, o direito ao trabalho é um direito fundamental conjugado com a liberdade, de escolha de profissão – o que não deixa o jornalismo de investigação, desprotegido. Acrescento, ser também bastante crucial, no processo de amadurecimento das democracias, pelo seu papel relevante no relacionamento, governantes - povo.

Sr PGR, a constituição da Republica deve ser cumprida a letra, de modo a que não haja classes nem cores, pois ela própria já proíbe a estratificação e privilégios no seio da Republica, consubstanciando uma relação governantes (povo) governados, bastante clara pois transparece tenazmente, a legitimação dos governantes pelo povo, estabelecendo critérios bem claros e com sanções de cariz jurídico-penal, aos infractores que se aproveitem da ausência do poder de investigação do povo, para dele proveito tirarem.

O registo, em termos jurídicos, dá publicidade aos actos a ele, sujeitos, sendo um acto público, acessível a qualquer interessado, pelo que, não me parece que se tenha auscultado, por parte de vossa instituição, aos sujeitos com responsabilidade perante o povo, no caso sub judice. Sendo bastante, crucial, a mudança de atitude e critérios, por parte da vossa instituição, em respeito aos legitimadores do poder – pelo menos, que ausculte a srª primeira ministra da Republica, como declarante, por forma a tranquilizar o povo e demonstrar que a vossa instituição preze e rege-se nas suas actuações, pelo princípio da legalidade e tornar mais assente, no seio do povo, a confiança nas instituíções judiciais.